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RELEASE
Você
já se imaginou sem coisas como: televisão, máquina
de lavar, geladeira, microondas, chuveiro quentinho, computador. Vamos
ao básico: já imaginou sua vida sem eletricidade? A maioria
não pensa nisso, sabe porque? Por que só sentimos sua ausência
quando ela falha ou falta, e temos que apelar para a boa e antiga
vela.
A energia elétrica é um elemento indispensável
à quase totalidade dos processos de trabalho e à vida moderna.
Mas, esse instrumento fundamental ao progresso, crescimento e conforto,
representa também um agente de elevado risco às pessoas,
aos profissionais e ao patrimônio. É ele o causador de acidentes
graves e, às vezes, fatais, além de grandes danos materiais.
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Dentro
deste contexto, os riscos da energia elétrica devem estar permanentemente
sob controle por meio do planejamento e implementação de
ações preventivas de forma a eliminar os PERIGOS potenciais
apresentados nos serviços, nas instalações e no uso
da eletricidade.
Foi pensando nisso e na quase total ausência de dados sobre os acidentes
causados pela eletricidade no Brasil que foi criada, recentemente, uma
entidade isenta que pretende agregar os que a maioria das grandes concessionárias
e empresas do setor tentam fazer de forma isolada e pontual: conscientizar
a população e os profissionais do setor sobre os riscos
da eletricidade.
A ABRACOPEL Associação Brasileira de Conscientização
para os Perigos da Eletricidade nasceu, como nascem a maioria dos grandes
empreendimentos e organizações: de uma idéia gerada
pela preocupação de profissionais do setor com os inúmeros
acidentes que ocorrem devido a pouca importância que se dá
aos perigos da eletricidade.
Dentre os objetivos da ABRACOPEL estão organizar e desenvolver
conceitos de segurança e técnicas de controle seguro do
risco em instalações e serviços com eletricidade.
Segundo a Fundação SEADE, em 2003 somente na capital paulista,
morreram 163 pessoas vítimas de exposição a
linhas energizadas, ou seja, choque elétrico. Mas o mais
preocupante é que cerca de 80% deste número não traz
a fonte especificada, ou seja, não é possível saber
se a morte foi causada por choque durante o banho ou pelo contato direto
a cabos eletrificados. Isso acontece porque nos hospitais brasileiros
não se identifica a causa que levou ao óbito e sim o que
aquela causa determinou ao indivíduo. Trocando em miúdos,
se a pessoa estava tomando banho e recebeu um choque elétrico (a
causa) e, devido ao choque, a pessoa teve uma parada cardíaca (conseqüência
da causa) e morreu, em seu atestado de óbito aparecerá óbito
por parada cardíaca e só! É por isso que o número
citado acima, com certeza, deve ser dezenas de vezes maior.
Outros objetivos: padronizar procedimentos e metodologias seguras de trabalho,
difundir princípios básicos de controle de riscos elétricos,
conscientizar profissionais envolvidos e promover melhoria na atitude
e no comportamento dos trabalhadores do setor, divulgar boas práticas
em segurança com energia elétrica em escolas, comunidades
carentes, associações de bairro, de forma a minimizar os
acidentes que acontecem por absoluta falta de informação
e conscientização. Aliás, Conscientização
é a palavra, é a meta da ABRACOPEL! Abaixo uma imagem que
faz a diferença:
O
que restou do uniforme de um trabalhador que morreu eletrocutado em 2001
ao prestar serviço de manutenção na rede elétrica.
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