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ELAT
DESENVOLVE NOVO MODELO DE EFICIÊNCIA DE DETECÇÃO DE
RAIOS
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Os
relâmpagos intrigam os cientistas há décadas, porque
os campos elétricos dentro das nuvens de tempestade não
parecem ser fortes o suficiente para gerar uma descarga de corrente convencional.
Novas observações de raios X de relâmpagos apóiam
a hipótese de que eles de algum modo aceleram os elétrons
até perto da velocidade da luz, fenômeno chamado quebra de
rigidez desenfreada. Pesquisadores estão construindo um conjunto
de detectores de raios X na Flórida para estudar os processos que
dão início aos relâmpagos e permitem que se propaguem.
O
Brasil tem realizado pesquisas similares às da Flórida no
Centro Internacional de Pesquisas de Raios Induzidos e Naturais(Ciprin), localizado em Cachoeira Paulista (SP). O centro é operado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com outras instituições
desde 2000.
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Em seu primeiro ano, o Ciprin gerou o primeiro relâmpago
artificial induzido em região tropical do planeta (ver imagem).O
Brasil está expandindo a Rede Integrada Nacional de Detecção
de Descargas Atmosféricas (Rindat), da atual cobertura de um terço
do país (26 sensores) para dois terços do país (53
sensores).
Recentemente, com base em informações da Rindat, foi possível
verificar o impacto que a degradação ambiental nos grandes
centros urbanos no sudeste do Brasil está causando na atividade
de relâmpagos. Um estudo apontou o município de São
Paulo e municípios vizinhos como os de maior incidência de
relâmpagos no solo. Além disso, a incidência de relâmpagos
tende a aumentar nesses grandes centros, fato preocupante para o futuro
à medida que tendem a crescer cada vez mais. Hoje, os relâmpagos
já causam 100 mortes por ano no Brasil, além de um prejuízo
estimado em R$ 500 milhões.
Dados de acidentes no setor elétrico e os cuidados para evitá-los
Segundo o ultimo censo do IBGE (2000), somente no Estado de São
Paulo, aconteceram 1388 acidentes no setor elétrico (distribuição,
geração e comercialização) com 10 mortes,
para se ter uma idéia deste numero, a letalidade deste setor só
perde para o setor extrativista e para o setor de transportes, armazenagem
e comunicações, o campeão em mortes por acidentes
de trabalho em 2000. Os dados abaixo mostram os números nacionais
de acidentes de trabalho e morte nos setores de instalação.
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MINISTÉRIO
DO TRABALHO E EMPREGO
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Secretaria
de Inspeção do Trabalho
Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho
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ACIDENTES
DE TRABALHO, ÓBITOS, MORTALIDADE E LETALDADE POR GRUPO DE
CNAE-2000
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Brasil
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Empregos
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Acidentes
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Incidência
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Óbitos
|
Mortalidade
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Letalidade
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45411-
Instalações Elétricas
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34.564
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758
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2,19
|
9
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26,04
|
11,87
|
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45420-
Instalações de Sistemas de Ar Condicionado
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11.632
|
198
|
1,70
|
4
|
34,39
|
20,20
|
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45438-
Instalações Hidráulicas, Sanitárias
e Gás
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10.378
|
145
|
1,40
|
3
|
28,91
|
20,69
|
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45497-
Outras Obras de Instalações
|
32.027
|
608
|
1,90
|
5
|
15,61
|
8,22
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Durante
o Terceiro Encontro Nacional de Segurança e Saúde no Setor
Elétrico - ENASSE, realizado no Rio de Janeiro, foi divulgado que
cerca de 2% das 3.091 mortes por causas laborais no Brasil em 2.000, tiveram
origem nas companhias energéticas. Quedas e energização
acidental das redes foram citados como os maiores riscos nas concessionárias
de energia: um erro pode custar choque de 3.000 a 6.000 volts, ou uma
eletrocussão em um transformador (como os da foto).
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Em
um estudo realizado no município de Piracicaba (interior paulista)
foram analisados os laudos e dados obtidos das investigações
de acidentes graves e fatais do trabalho efetuadas pelo Instituto de Criminalística
(IC), Regional de Piracicaba. Foram analisados 71 laudos de acidentes
ocorridos em 1998, 1999 e 2000. Os acidentes envolvendo máquinas
representam 38,0%, seguido pelas quedas de altura (15,5%) e em terceiro
lugar os causados por corrente elétrica (11,3%). Os laudos concluem
que 80,0% dos acidentes são causados por "atos inseguros"
cometidos pelos trabalhadores, enquanto que a falta de segurança
ou "condição insegura" responde por 15,5% dos
casos. Ou seja, falta a conscientização do trabalhador quanto
aos riscos da eletricidade.
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Os
riscos de acidentes dos empregados que trabalham com eletricidade, em
qualquer das etapas de geração, transmissão, distribuição
e consumo de energia elétrica, constam da Norma Regulamentadora
Instalações e Serviços em Eletricidade - NR10 do
Ministério do Trabalho e Emprego - TEM
Os efeitos estimados da corrente elétrica contínua de 60
Hertz, no organismo humano, podem ser resumidos na tabela que se segue:
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Efeitos
Estimados da Eletricidade
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CORRENTE
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CONSEQUÊNCIA
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1
mA
|
Apenas
perceptível
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10
mA
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"Agarra"
a mão
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16
mA
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Máxima
tolerável
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20
mA
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Parada
respiratória
|
|
100
mA
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Ataque
cardíaco
|
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2
A
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Parada
cardíaca
|
|
3
A
|
Valor
mortal
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As
lesões provocadas pelo choque elétrico podem ser de quatro
(4) naturezas:
1 - eletrocussão (fatal);
2 - choque elétrico;
3 - queimaduras; e
4 - quedas provocadas pelo choque.
1- Eletrocução é a morte provocada pela exposição
do corpo à uma dose letal de energia elétrica. Os raios e
os fios de alta tensão (voltagem superior a 600 volts), costumam
provocar esse tipo de acidente. Também pode ocorrer a eletrocução
com baixa voltragem (V<600 volts), se houver a presença de: poças
d'água, roupas molhadas, umidade elevada ou suor.
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Choque
elétrico é causado por uma corrente elétrica
que passa através do corpo humano ou de um animal qualquer. O pior
choque é aquele que se origina quando uma corrente elétrica
entra pela mão da pessoa e sai pela outra. Nesse caso, atravessando
o tórax, ela tem grande chance de afetar o coração
e a respiração. Se fizerem parte do circuito elétrico
o dedo polegar e o dedo indicador de uma mão, ou uma mão
e um pé, o risco é menor. O valor mínimo de corrente
que uma pessoa pode perceber é 1 mA. Com uma corrente de 10 mA,
a pessoa perde o controle dos músculos, sendo difícil abrir
as mãos para se livrar do contato. O valor mortal está compreendido
entre 10 mA e 3 A.
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Queimaduras
- a pele humana é um bom isolante e apresenta, quando seca, uma resistência
à passagem da corrente elétrica de 100.000 Ohms. Quando molhada,
porém, essa resistência cai para apenas 1.000 Ohms. A energia
elétrica de alta voltagem, rapidamente rompe a pele, reduzindo a
resistência do corpo para apenas 500 Ohms. Veja estes exemplos numéricos:
os 2 primeiros casos, referem-se à baixa voltagem (corrente de 120
volts) e o terceiro, à alta voltagem:
a) Corpo seco: 120 volts/100000 ohms = 0,0012 A = 1,2 mA (o indivíduo
leva apenas um leve choque);
b) Corpo molhado: 120 volts/1000 ohms = 0,12 A = 120 mA (suficiente para
provocar um ataque cardíaco);
c) Pele rompida: 1000 volts/500 ohms = 2 A (parada cardíaca e sérios
danos aos órgãos internos).
Além da intensidade da corrente elétrica, o caminho percorrido
pela eletricidade ao longo do corpo (do ponto onde entra até o ponto
onde ela sai) e a duração do choque, são os responsáveis
pela extensão e gravidade das lesões. |
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Quedas
de altura - Os acidentes com eletricidade ocorrem de várias
maneiras. Os riscos resultam de danos causados aos isolantes dos fios
elétricos devido a roedores, envelhecimento, fiação
imprópria, diâmetro ou material do fio inadequado, corrosão
dos contatos, rompimento da linha por queda de galhos, falta de aterramento
do equipamento elétrico, etc. As benfeitorias agrícolas
estão sujeitas à poeira, umidade e ambientes corrosivos,
tornando-as especialmente problemáticas ao uso da eletricidade.
Choques
elétricos e incêndios tem sido causados por mau uso e falta
de conservação das redes e dos equipamentos elétricos.
Pessoas displicentes e falsos eletricistas podem, com suas ações
quase criminosas, causar morte e destruição. Até
mesmo em prédios de construção recente, as instalações
elétricas deixam a desejar quanto a segurança, pois foram
feitas por pessoas não habilitadas e com materiais de baixa qualidade.
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O
desenvolvimento da tecnologia tem disponibilizado uma quantidade crescente
de aparelhos acionados a energia elétrica, o que causa um outro
problema - a sobrecarga, ou seja, as instalações elétricas
ao tempo da construção não previam um uso tão
grande da eletricidade.
A falta de conservação das instalações elétricas
é outra fonte de problemas. Defeitos de outras instalações
podem afetar a rede elétrica como vazamentos em caso de esgoto
e de água, infiltrações, ação dos insetos
e roedores que se alimentam do plástico que isola os fios elétricos,
além de emendas mal feitas e da deterioração natural
do material usado.
Mais um problema é a falta de aterramento (fio terra) nos aparelhos
que necessitam dele como de aquecimento de água,
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como
chuveiros e torneiras elétricas, geladeiras, maquinas de lavar
roupa, louça, entre outros. O aterramento é considerado
o cinto de segurança de uma instalação elétrica
e deve ser realizado por um profissional que conheça do assunto.
O uso da tubulação, metálica ou não, de parafusos
de caixa de tomadas, ou outros artifícios não são
aterramentos e pior que isso, podem dar uma falsa impressão que
o equipamento esta protegido podendo causar um acidente fatal.
Em alguns casos a rede aérea passa muito próximo e os fios
podem ser tocados por pessoas ou objetos causando choques e outros problemas,
portanto esteja atento:
- Cortinas, janelas e secadores de roupa podem ser movimentados pelo vento
e atingir os fios da rede aérea.
- Trabalhos externos nas paredes do prédio, às vezes, exigem
o uso de escadas ou montagem de andaimes muito próximos da rede
aérea, é conveniente chamar a concessionária para
que seus técnicos aconselhem quanto à segurança do
trabalho. Muitos operários de construção civil tem
sido mortos e feridos desta maneira.
- A colocação de letreiros de lojas às vezes é
feita perigosamente próxima da rede aérea.
- Quando alguém instalar ou quiser instalar decorações
para festejos nos postes ou próximo aos fios, consulte a concessionária
e peça uma vistoria.
- Queda de balão sobre fios ou linhas de pipa enroladas neles.
Não permita que pessoas desavisadas, especialmente crianças
tentem recuperar o balão ou a pipa: pessoas morrem na tentativa.
Chame a concessionária e, se necessário, a Polícia
Militar.
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Fios partidos, pendurados ou no chão: chame rapidamente a concessionária
e tente proteger o fio com algum tipo de obstáculo como cones,
caixotes, cavaletes ou uma pessoa avisando os passantes para se afastarem
do perigo.
- Se o fio estiver sobre um automóvel com pessoas dentro, avise-as
para fechar os vidros e continuar dentro do veículo, sem tocar
em suas partes metálicas. Estofamentos, tapetes de borracha e pneus
mantém o isolamento, evitando que as pessoas sofram choque elétrico.
Todos os trabalhos de reparação e substituição
de fios e componentes devem ser feitos por eletricista credenciado, os
acidentes costumam ser causados por serviços mal feitos por "curiosos",
o conhecido Zé Faísca.
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CASE: KIT ESCOLA COMO MEIO DE INFORMAÇÃO
SOBRE PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM ELETRICIDADE
A
Companhia Paranaense de Energia (Copel) apesar de investir pesadamente
em equipamentos, instalações e tecnologia, sempre teve como
foco a busca pela maior proximidade com seus clientes. O objetivo com
isso é de, além de oferecer energia elétrica, exigir
atitudes preventivas no seu manuseio, conscientizando seu público
consumidor de forma mais profissional e sistemática.
De acordo com Marcos Vinícius Manfrim de Oliveira, gerente da coordenação
de Marketing da empresa, no intuito de diminuir o número de acidentes
domésticos e externos, envolvendo eletricidade, a própria
equipe de comunicação da Copel desenvolveu um Kit do estudante.
Cartilhas, cadernos brochura ilustrados, jogos de memória sobre
o tema, réguas e sacolas com ilustrações fazem parte
do material. Foi produzido também o Kit para as escolas, com jogos
de dez cartazes com ilustrações sobre o tema e para os instrutores.
"Eles definiram um padrão de comunicação e unificaram
o discurso e material didático com orientações pedagógicas",
explica Oliveira.
Segundo ele, o segredo da estratégia, coroada pelo prêmio
Top de Marketing deste ano (2004), ocorreu justamente no treinamento de
centenas de instrutores que ministravam palestras, assim como na decisão
por tomar os alunos como verdadeiros agentes multiplicadores da informação,
levando para a casa e para a rua os conceitos que envolviam prevenção
e instruções de uso correto da energia elétrica.
Foram eleitos como público efetivo os alunos da 5º série
do ensino fundamental, por ser uma idade em que já tem responsabilidades
em casa e certa influência sobre seus pais. "Recebemos ao longo
deste ano, vários agradecimentos dos pais por seus filhos, a partir
daquilo que constava nos kits, terem evitado acidentes com choques elétricos",
afirma. "Nossa meta é alcançarmos o 'acidente zero'
e acreditamos que estamos a caminho", finaliza Oliveira.
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